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Reposição Salarial do judiciário



Em uma manobra que afronta a independência dos poderes, a base aliada do governo no Legislativo, em um comportamento submisso ao Executivo, evitou que fosse levado ao plenário a votação do projeto de lei do Judiciário, que repõe em 12% (parcelados) os vencimentos de seus servidores.

O governo Tarso ordenou aos Deputados de sua base para que não comparecessem à reunião de líderes. A estratégia funcionou e não houve quórum. Ao invés de descerem para participar da sessão, covardemente ficaram às escuras aguardando ordens. Essa é a velha receita política: em troca de cargos, influência e uma fatia do orçamento, alguns parlamentares se comportam como subordinados do Governador.

Argumentos não oficiais dão conta de que o governo Tarso não quer se indispor com as outras categorias funcionais. No entanto, vale lembrar que o Judiciário tem orçamento próprio e é um poder independente, que muito tem se ocupado justamente das falhas causadas pela má gestão, ou melhor, gestão política do Executivo.

É certo que todos os servidores devem ter suas reposições salariais, afinal é um direito constitucional que sistematicamente não é observado. Contudo, isso não autoriza que se penalize uma categoria por ela ser "melhor" remunerada. Todos devem buscar seus direitos, mas sem restringir o dos outros.

Não estamos buscando aumento de salário, apenas a reposição parcial da inflação, O governo, no entanto, parece querer tornar todas as carreiras mal remuneradas enfraquecendo-as.

Querem reduzir a diferença das maiores remunerações para as menores, só que não pelo aumento destas e sim pelo congelamento daquelas.

Na semana que vem a novela continua...

Atualização em 30/08/11: O Governador mandou e todos se curvaram à sua decisão, com isso, o TJ irá mandar uma mensagem retificadora com a forma de pagamento decidida pelo Executivo e aceita na Assembléia do Sindicato, como forma de não perder tudo, mantendo o índice de 12%
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